quarta-feira, 22 de abril de 2015

Seres humanos, valor e mercadoria

Seres humanos, valor e mercadoria

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“A crise atual, social e econômica (julho – outubro 2008), que se espalha pelos quatro cantos do planeta, e do…


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Origens e primórdios do REAA

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Andrew Michael Ramsay (1686-1743), também conhecido por Chevalier Ramsay, foi um teólogo e escritor escocês que viveu a maior parte…


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CASTELO, EM SUA COLUNA NO JB, DAVA O TEOR DA POLÍTICA BRASILEIRA

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Pedro do Coutto Ainda não li, mas – claro – vou ler “Todo Aquele Imenso Mar de Liberdade”, título que…


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AUMENTA A SUSPEITA DE A CGU TER MESMO ABAFADO O CASO SBM

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Leandro Colon Folha A contribuição do executivo britânico Jonathan Taylor para as investigações sobre os negócios da empresa holandesa SBM…


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PT PRESSIONOU DILMA PARA TRIPLICAR VERBA DO FUNDO PARTIDÁRIO

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Vera Magalhães Folha A pressão para que Dilma Rousseff sancionasse o Orçamento de 2015 sem vetar a emenda que triplicou…


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CUNHADA DE VACCARI SE COMPLICA PORQUE MENTIU NO DEPOIMENTO

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Fausto Macedo, Ricardo Brandt e Julia Affonso Estadão Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato pediram que a cunhada…

sábado, 18 de abril de 2015

OPERAÇÃO ZELOTES E OS LADRÕES BLINDADOS

Guilherme Boulos
Folha
Nada parece ser tão compensador quanto ser empresário ladrão no Brasil. Organizam um saque sistemático aos cofres públicos, são pegos com a boca na botija e recebem de troco incrível blindagem midiática. Falo do maior escândalo de corrupção da história recente do país. Não, não é o da Petrobras. O assim chamado “petrolão”, com todas as suas conexões partidárias – do PT ao PSDB, passando pelo PMDB de Renan Calheiros e Eduardo Cunha –, representou um desvio estimado em R$ 2,1 bilhões, segundo o Ministério Público Federal.
OPERAÇÃO ZELOTES E OS LADRÕES BLINDADOSMuito dinheiro, é verdade. E um caso revelador do modus operandi do sistema político brasileiro, fundado no financiamento privado das campanhas eleitorais. Ou, como confessou Paulo Roberto Costa: “Não existem doações de campanha, só empréstimos a juros altos”. Mas, evidentemente, não é por aí que vai a exploração midiática do caso.
O mais impressionante é que, no final de março, há menos de quinze dias, explodiu um escândalo de proporções maiores que o da Petrobras, mas alvo de cuidadosa blindagem. A operação Zelotes da Polícia Federal descobriu um esquema de desvio de recursos públicos por grandes empresas.
DESVIO DE 19 BILHÕES
Operado através do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), com a mediação de escritórios de advocacia, empresas conseguiam anular ou reverter multas bilionárias com o poder público, mediante propinas a conselheiros. Estão sob investigação mais de 70 companhias, totalizando um desvio de R$ 19 bilhões. Quase dez vezes o valor desviado da Petrobras.
Apenas o montante do maior processo, do banco Santander, é de R$ 3,34 bilhões. O segundo maior, do Bradesco, é de R$ 2,74 bilhões. Cada um deles, sozinho, supera os R$ 2,1 bilhões da Petrobras. Somente os 12 casos em que a Polícia Federal detém provas mais conclusivas –incluindo os dois bancos citados– representam um rombo de R$12 bilhões aos cofres públicos.
Um deles é o do grupo de comunicação RBS, a maior afiliada da Rede Globo, investigada na Zelotes pela fraude num processo de R$ 671 milhões.
SEM REPERCUSSÃO…
Corrupção graúda, protagonizada por magnatas das finanças e do mundo corporativo. Mas onde estão as manchetes histriônicas? E o som das panelas? Seria pedagógico para o país ver multidões de verde e amarelo manifestando-se em frente ao Santander, pedindo nosso dinheiro de volta. Só que não.
Nem no Santander, na Gerdau, no Bradesco e na Ford. Nem no Safra, na Mitsubishi. A Mitsubishi, tão limpinha! Essa é a imagem do setor privado no Brasil, sempre positiva, apresentado como alternativa à roubalheira no setor público.
A preservação desta imagem, mesmo após escândalos como o da Zelotes e do HSBC, só se explica pela blindagem que os grandes grupos econômicos conseguem garantir junto à maior parte da mídia, da qual são também poderosos anunciantes.
LIMPINHOS E CHEIROSOS
É inaceitável que os grandes corruptores continuem tendo suas identidades preservadas e tratados como coadjuvantes, mesmo sendo desde sempre os maiores beneficiários dos esquemas.
São ladrões blindados. Saem da lama limpinhos e cheirosos. E se, por descuido, vier algum respingo à marca, nada que a próxima campanha publicitária –quiçá paga com dinheiro desviado da Receita– não possa resolver.
Denúncias seletivas, indignação seletiva e acusados seletivamente blindados. Essa é a turma que fala em limpar o Brasil da corrupção?

TCU DÁ JUSTIFICATIVA PARA O IMPEACHMENT DE DILMA


Fábio Amato
Do G1, em Brasília
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quarta-feira (15) que o Tesouro faça o pagamento de valores devidos a bancos públicos e aprovou a audiência dos envolvidos no caso que ficou conhecido como “pedaladas fiscais”, a suspeita de que o governo Dilma Rousseff atrasou o repasse de recursos para maquiar as contas púbicas.
TCU DÁ JUSTIFICATIVA PARA O IMPEACHMENT DE DILMAOs 17 gestores citados terão 30 dias, improrrogáveis, para justificar as práticas identificadas pela fiscalização do tribunal, consideradas ilegais.
Entre aqueles que deverão enviar as explicações, por escrito, estão atuais e ex-integrantes da equipe econômica do governo, como presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e do Trabalho, Manoel Dias, o ex-secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, e o ex-presidente do Banco do Brasil e presidente da Petrobras, Aldemir Bendine.
ISSO É USUAL
O procurador-geral do Banco Central (BC), Isaac Ferreira, que acompanhou a sessão do TCU nesta quarta, minimizou a decisão da corte de ouvir representantes da entidade. “Não há nenhuma investigação deflagrada contra qualquer agente do Banco Central, há mero pedido de esclarecimento. Isso é usual”, disse.
“O BC é um dos órgãos responsáveis pelas estatísticas fiscais do governo e é normal que seja ouvido no processo”, completou ele. Ferreira apontou ainda que o BC “não executa a política fiscal” do governo, mas realiza mensalmente as estatísticas fiscais e “zela pela credibilidade das estatísticas.”
O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, declarou hoje que a Advocacia Geral da União já está fazendo resposta ao TCU e que o governo vai responder na forma que a AGU orientar.
“As medidas adotadas, no nosso entender, foram com total amparo da Lei de Responsabilidade Fiscal, por parecer da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, que dentre suas finalidades, está a de analisar a consistência jurídica das medidas. O parecer já foi objeto de comunicação ao Tribunal de Contas da União”, disse.
ATRASO DE REPASSE
De acordo com relatório de auditores do tribunal, entre 2013 e 2014 o governo Dilma Rousseff atrasou “sistematicamente” o repasse de recursos à Caixa, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), destinados ao financiamento de programas como o Bolsa Família, o Abono Salarial, o Seguro Desemprego, a equalização da Safra Agrícola e o Programa de Sustentação do Investimento (PSI).
Sem os repasses, os bancos pagaram, com dinheiro próprio, as despesas com os programas que eram de responsabilidade do governo. Na prática, essas instituições públicas fizeram empréstimos à União, algo proibido pela Lei de Reponsabilidade Fiscal (PRF), de acordo com o TCU.
Além disso, aponta o relatório do tribunal, as dívidas com os bancos “não estavam sendo computadas na Dívida Líquida do Setor Público”, que serve de base para a avaliação do cumprimento, pelo governo, das metas fiscais estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Ou seja, na conclusão dos auditores da corte, os atrasos nos repasses, e a não contabilização das dívidas com os bancos públicos, contribuíram para “maquiar as contas públicas.” Pelos cálculos do TCU, cerca de R$ 40 bilhões foram manipulados no período analisado.
“CHEQUE ESPECIAL”
O relator do processo, ministro José Múcio, comparou a prática adotada pela equipe econômica do governo ao uso, irregular, de um cheque especial. Ele disse que “não há dúvida” de que houve descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, mas apontou que não há indícios de corrupção.
“Não acredito que houve má-fé [do governo]. Na verdade, faltou dinheiro e precisou-se pagar a conta”, disse.
De acordo com Múcio, o objetivo da investigação do TCU é descobrir quem determinou a prática ilegal. “Mexeu-se no balanço fiscal brasileiro e agora vamos ouvir todos os atores para saber de onde partiu [a ordem]”, disse. Ele negou, porém, que a presidente Dilma Rousseff possa vir a ser citada para se manifestar no processo.
CRIME DE RESPONSABILIDADE
Ainda segundo o relator, ao final do processo o tribunal pode determinar que o governo reveja o valor do superávit primário de 2014, a economia feita naquele ano para pagamento da dívida pública. Como as contas do governo foram maquiadas, o superávit pode ter sido menor que informado.
Múcio esclareceu ainda que os citados, se vierem a ser investigados no processo, podem ser condenados a multa por má gestão. Além disso, o Ministério Público Federal, que já recebeu cópia do processo, pode pedir à Justiça a condenação dos envolvidos por crime de responsabilidade fiscal.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
- Traduzindo tudo isso: o TCU abriu caminho para o impeachment de Dilma, na forma da lei, por crime de responsabilidade. O pedido de impeachment poderá ser reforçado por infringência da Lei Eleitoral, na tese do jurista Jorge Béja (uso de recursos ilícitos no patrocínio da campanha eleitoral), e por improbidade administrativa, na tese do jurista Ives Gandra Martins (omissão no combate à corrupção). Ou seja, o impeachment agora é como Silvio Santos e “vem aí”. E entramos nos últimos dias de Pompeia, digo, de Dilma. (C.N.)

MUITOS POLÍTICOS ESTÃO ARREPIADOS ATÉ A ALMA, DIZ TESTEMUNHA-CHAVE

Fábio Fabrini
Estadão
Uma das principais testemunhas da Operação Lava Jato, a contadora Meire Poza, que trabalhava para o doleiro Alberto Youssef, disse ao Estado que ainda há “muitas milhas” a serem percorridas na investigação, que apura desvio de recursos da Petrobrás e outros órgãos públicos.
MUITOS POLÍTICOS ESTÃO ARREPIADOS ATÉ A ALMA, DIZ TESTEMUNHA-CHAVEQuestionada sobre a prisão dos primeiros políticos desde que a Lava Jato foi posta em curso, em março do ano passado, ela respondeu, referindo-se às demais autoridades que são alvos de inquéritos por suposto envolvimento no esquema: “Bastante gente está arrepiada até a alma. Estão com bastante medo de ser os próximos”.
Documentos e depoimentos de Meire ajudaram a Polícia Federal a trilhar o caminho de recursos supostamente desviados para o ex-deputado André Vargas (sem partido, ex-PT), preso nesta sexta-feira, na 11ª fase da Lava Jato, batizada de “A Origem”.
NOTAS FISCAIS
Aos investigadores, ela declarou que emitiu, a pedido de Youssef, duas notas fiscais que somam R$ 2,3 milhões em favor da IT7 Sistemas, contratada por órgãos públicos como a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
Segundo Meire, os serviços discriminados nunca foram prestados. Os documentos visariam acobertar transferência de dinheiro para o ex-deputado petista e o irmão dele, Leon Denis Vargas Ilário, também preso nesta sexta.
“Há prova, em cognição sumária, de que Alberto Youssef providenciou, em dezembro de 2013, o repasse de R$ 2.399.511,60 em espécie a André Vargas, numerário este proveniente de empresa que mantém vários contratos com entidades públicas, o que foi feito mediante emissão de notas fiscais fraudulentas por serviços que não foram prestados. Em tese, os fatos configuram crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro”, escreveu o juiz Sérgio Moro no despacho em que autorizou as prisões.
QUEM DIRIA?
Meire Poza reagiu com surpresa à notícia de que André Vargas e outros dois ex-deputados – Pedro Corrêa (PP-PE) e Luís Argôlo (SD-BA), que ela chama de Bebê Johnson – também acabaram na carceragem da PF em Curitiba: “Quem diria?…”
Para ela, o que está ocorrendo na atual fase da Lava Jato é inédito e contribui para que os políticos levem a Polícia Federal a sério. “Mesmo para políticos, pode ter consequências. Acho que é um bom começo”, comentou, assegurando que nos seus depoimentos “falou” e “provou” a verdade.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Brasil tem maior corte de previsão do PIB entre países avançados e emergentes, diz FMI

O Brasil teve o maior corte de projeção de crescimento da economia para 2015 e 2016 entre as principais economias avançadas e desenvolvidas em um relatório divulgado nesta terça-­feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O ajuste para melhorar as contas públicas brasileiras e o esforço do Banco Central para conter a inflação devem ajudar a restaurar a confiança de empresários e investidores, mas pode afetar ainda mais a atividade econômica no curto prazo, afirma o documento.
O FMI reduziu em 1,3 ponto porcentual a estimativa de crescimento do Brasil para 2015 e 0,5 ponto a de 2016 em relação às previsões feitas em janeiro, quando divulgou seu último relatório de previsões. Depois do país, a Rússia foi a economia que teve a maior redução nas taxas previstas de expansão, de 0,8 ponto em 2015 e 0,1 em 2016. Com isso, a aposta dos economistas da instituição é que o Brasil deve ter contração de 1% este ano.
Brasil tem maior corte de previsão do PIB entre países avançados e emergentes, diz FMIPara a Rússia, abalada pela queda do petróleo e os embargos dos Estados Unidos e Europa por conta do conflito com a Ucrânia, a previsão é de contração de 3,8%, a maior entre os principais mercados. Outros emergentes como Índia, tiveram a estimativa melhorada, enquanto a da China foi mantida. Para 2016, a previsão do FMI é que a economia brasileira se recupere e volte a se expandir, crescendo 1%.
O FMI elogia o ajuste na política econômica brasileira, mas avalia que as medidas podem afetar forte a atividade, que já vem enfraquecida do ano passado, quando o país ficou praticamente estagnado. “O compromisso renovado das autoridades brasileiras para conter o déficit fiscal e reduzir a inflação vai ajudar a restaurar a confiança no quadro da política macroeconômica do Brasil, mas vai reduzir ainda mais a demanda de curto prazo”, afirma o texto, que faz parte do relatório “Perspectiva Econômica Global”.
O FMI atribui o baixo crescimento brasileiro a alguns fatores, como a baixa confiança de empresários, por conta do escândalo de corrupção na Petrobras, o temor de racionamento de água e energia elétrica e falta de reformas para melhorar a competitividade do país. Para reverter o quadro, o Fundo recomenda reformas na educação e no mercado de trabalho, para melhorar a produtividade e a competitividade, e também investimentos na infraestrutura para resolver gargalos. “A confiança do setor privado manteve-­se teimosamente fraca, mesmo que a incerteza relacionada com as eleições tenha se dissipando”, afirma o FMI.
Para a inflação no Brasil, a projeção do FMI é que o IPCA deve superar o teto do intervalo de tolerância da meta este ano (de 6,5%), refletindo o ajuste nos preços regulados e a depreciação do real, uma das moedas que mais se desvalorizou ante o dólar entre os principais emergentes este ano, ressalta o documento. A aposta dos economistas da instituição é que a inflação se aproxime da meta nos próximos dois anos. A projeção do FMI é que o IPCA suba 7,8% este ano e 5,9% em 2016. Já a taxa de desemprego deve piorar, subindo de 4,8% em 2014 para 5,9% este ano e 6,3% em 2016.
América Latina. Por conta do desempenho fraco do Brasil, mas também de outros países, como Venezuela e Argentina, a América Latina teve em 2014 o quarto ano consecutivo de queda do crescimento do PIB, influenciado pelo fim do boom mundial das commodities e pelo menor espaço em países importantes da região, como o Brasil, para políticas que estimulem o crescimento. As perspectivas de curto prazo para a região não são muito otimistas. O texto ressalta que não há fatores nos próximos meses capazes de mudar a reversão da economia. Por conta disso, a previsão de crescimento da região em 2015 foi cortada de 1,3 ponto do relatório de janeiro para 0,9%. A de 2016 foi reduzida de 2,3% para 2%.
Na América Latina, o México deve ser um dos destaques e crescer 3% este ano, corte de 0,2 ponto ante a estimativa feita em janeiro. A economia mexicana deve se beneficiar da atividade mais aquecida nos Estados Unidos, de acordo com o FMI. Já a Venezuela deve encolher 7% e a Argentina recuar 0,3%.

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FMI diz que corrupção é a trava do Brasil

Além das mazelas macroeconômicos, o Brasil tem um sério problema de corrupção que trava o desenvolvimento do país, disse ontem o economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, ao comentar as mais recentes projeções do organismo para a economia global. O Fundo reconsiderou a estimativa feita em janeiro, que apontava alta de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano e passou a apostar numa retração de 1%. Foi o maior corte nas previsões entre as principais nações avaliadas no relatório “Panorama Econômico Mundial”, divulgado trimestralmente pela instituição.
FMI diz que corrupção é a trava do BrasilNa América Latina, o Brasil só ficará à frente da Venezuela, que sofrerá um tombo monumental, de 7%. Além do impacto da queda do petróleo, o país vive uma crise política grave e a progressiva desorganização econômica. A maioria das nações latino-americanas terá desempenho positivo, como o México, que deve avançar 3%. Com o peso que tem na região, contudo, a economia brasileira ajudará a conter o PIB da América Latina e do Caribe, que crescerá apenas 0,9%.
A baixa confiança do setor privado, o risco de racionamento de energia e a queda dos investimentos em consequência do escândalo na Petrobras estão entre os motivos do mau desempenho brasileiro, de acordo com a análise dos técnicos do FMI. Além disso, o arrocho fiscal colocado em prática pelo governo e a elevação das taxas de juros, embora sejam providências necessárias para restaurar o equilíbrio econômico e permitir a volta do crescimento, têm, a curto prazo, efeitos recessivos no nível de atividade.
Ao comentar as avaliações do Fundo, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, enfatizou a única menção positiva ao país contida no relatório – o elogio das medidas que estão sendo implementadas para corrigir as distorções do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. “Acho que chama a atenção a importância de a gente concluir o mais rápido possível toda a programação de ajuste fiscal, exatamente pela confiança necessária que trará para que possamos voltar a crescer”, afirmou.
Para Blanchard, fatores puramente econômicos não explicam totalmente o desempenho negativo do país. “Claramente, o Brasil tem um problema além da questão macroeconômica. Tem um problema de corrupção que esperamos seja resolvido. E há várias reformas estruturais que são também necessárias”, disse. No estudo, o FMI observa que o país precisa promover mudanças para aumentar a competitividade e a produtividade das empresas, bem como melhorar o sistema de educação.
O Fundo também piorou sensivelmente a estimativa para a inflação brasileira em 2015. Em janeiro, os técnicos da instituição acreditavam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teria alta de 5,9%, mas, agora, a previsão é bem mais pessimista: 7,8%, bem acima do limite de tolerância, de 6,5%, estabelecido pelo governo.
Na lanterna O desempenho econômico ruim do Brasil, segundo o relatório, destoa do que é observado no resto do mundo. Mesmo considerando que o PIB poderá voltar ao terreno positivo em 2016, quando deverá crescer 1%, as previsões são bem piores do que as do conjunto dos países emergentes. A Índia, por exemplo, deverá avançar 7,5% neste ano, enquanto a China, que está em desaceleração, terá, mesmo assim, um avanço de 6,8%. Somente a Rússia, que sofre com a queda do petróleo no mercado mundial e enfrenta um bloqueio internacional por causa do conflito com a Ucrânia, terá desempenho pior, uma forte recessão de 3,8%.

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NOS BASTIDORES, CUNHA VEM DESTRUINDO SEUS INIMIGOS, UM APÓS O OUTRO


Ranier Bragon e Márcio Falcão
Folha
Quando o PT e o Palácio do Planalto mobilizavam ministros, cargos e verbas contra a sua candidatura, em janeiro deste ano, o então líder da bancada de deputados federais do PMDB não se cansava de repetir uma espécie de promessa: a interferência do governo Dilma Rousseff na disputa pelo comando da Câmara provocaria consequências.
NOS BASTIDORES, CUNHA VEM DESTRUINDO SEUS INIMIGOS, UM APÓS O OUTROEduardo Cunha derrotou o PT, o governo da presidente Dilma Rousseff e seus ministros no primeiro turno da eleição. Desde que se sentou na cadeira de presidente da Câmara, em fevereiro, trabalha para cumprir o vaticínio.
De cara, caiu o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS). Cunha nunca perdoou o fato de ele ter convocado uma entrevista coletiva, durante a campanha para a presidência da Câmara, para criticá-lo e defender a candidatura do rival, o petista Arlindo Chinaglia (SP).
O peemedebista reagiu na ocasião afirmando que Fontana era “fraco” e “desagregador”, e que o PMDB, dali em diante, não reconheceria mais a sua liderança. Após derrotar Chinaglia por 267 votos contra 136, Cunha manteve sua posição, levando a presidente a substituir o petista.
PEPE VARGAS E MERCADANTE
Nas conversas logo após a vitória sobre o PT, também não escondeu dos aliados que tinha alvos certos no ministério. Aqueles que, em sua avaliação, interferiram de forma indevida no processo eleitoral – Pepe Vargas, então chefe da Secretaria de Relações Institucionais, e Aloizio Mercadante, da Casa Civil.
Também viraram alvo de Eduardo Cunha dois ministros que patrocinaram uma frustrada operação para tentar esvaziar o PMDB criando um novo partido político, Gilberto Kassab, das Cidades, e Cid Gomes, da Educação.
Em relação a Pepe e Mercadante, Cunha se recusou a negociar ou conversar com ambos sobre a relação da Câmara com o governo Dilma.
Mais do que isso, ele colocou em pauta e operou politicamente a aprovação de projetos como o que obrigava o Planalto a colocar em vigor em 30 dias a renegociação de dívidas de Estados e municípios. Isso horas depois de Dilma ter dito publicamente que o governo não teria como financiar o custo da medida.
VARGAS FOI HUMILHADO
O gelo dado em Pepe Vargas, no papel o responsável pela interlocução do governo com o Congresso, levou o ministro à vexatória situação de se ver demitido pela imprensa na semana passada –deu lugar ao vice-presidente da República, Michel Temer, presidente nacional do PMDB.
Mercadante também se viu afastado das tratativas técnicas e políticas com a Câmara dos Deputados. Aliados do presidente da Câmara têm repetido nos bastidores, após a queda de Pepe, que “Mercadante é o próximo”. Além das sequelas da campanha, o chefe da Casa Civil é apontado pelos peemedebistas como mentor de outra operação anti-PMDB.
A tentativa de recriação do Partido Liberal teve patrocínio de Kassab e o apoio de Cid Gomes. Na visão do PMDB, o novo PL tinha o objetivo de atrair insatisfeitos do PMDB e da oposição para formar uma robusta sigla governista que diminuísse a dependência de Dilma do partido de Cunha. O PMDB questiona judicialmente a recriação do PL.

TSE CONTRATOU A AGÊNCIA INVESTIGADA NA LAVA JATO


Mateus Coutinho, Fausto Macedo e Ricardo Brandt
Estadão
As investigações da Lava Jato envolvendo contratos de publicidade com órgãos estatais chegaram até às verbas do Tribunal Superior Eleitoral, instância máxima da Justiça Eleitoral no País. Levantamento do Ministério Público Federal a partir dos dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) mostra que a agência de publicidade Borghi Lowe – investigada por suspeita de operar o repasse de propinas a políticos – recebeu R$ 4,7 milhões da Secretaria de Administração da Corte Eleitoral.
TSE CONTRATOU A AGÊNCIA INVESTIGADA NA LAVA JATOOs dados fazem parte do relatório técnico elaborado pelo Ministério Público Federal para pedir a prisão preventiva – sem prazo para acabar enquanto perdurarem as investigações – do publicitário Ricardo Hoffman, da Borghi Lowe, que foi preso temporariamente na 11ª etapa da Lava Jato, deflagrada na última sexta-feira, 10. O juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato, acatou o pedido e destacou que Hoffman operava um esquema “milionário” de distribuição de propinas e que “apenas uma pequena parte de seus delitos foi desvelada”, disse o magistrado na decisão.
R$ 118 MILHÕES
Ao todo, segundo o levantamento do MPF, a Borghi Lowe recebeu R$ 118 milhões de órgãos públicos entre 2010 e 2015. A maior parte destes recursos veio da Coordenação- Geral de Material e Patrimônio do Ministério da Saúde, mas R$ 4,7 milhões tiveram como origem a Secretaria de Administração do TSE. O relatório, contudo, não discrimina em que ano foram feitos estes repasses nem os valores de outros pagamentos feitos por órgãos públicos.
A agência tem contratos com vários órgãos da administração pública, mas é a primeira vez que aparece um órgão do Judiciário dentre os clientes. A empresa é investigada pois Hoffman indicava para as produtoras contratadas pela agência para realizar campanhas publicitárias da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde as empresas de fachada do ex-deputado André Vargas e seus parentes para receber uma comissão de 10% do valor dos contratos, o chamado bônus de volume, mesmo sem realizar nenhum serviço ou ter firmado qualquer contrato para as campanhas.
O próprio Hoffman admitiu em seu depoimento à Polícia Federal que, no caso dos contratos envolvendo o Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal, “de forma excepcional” as comissões de 10% eram repassadas às empresas LSI Solução e Limiar Assessoria e Consultoria em Comunicação, ambas de propriedade de André Vargas e seus irmãos.
“Esses créditos foram cedidos tendo como contrapartida a perspectiva de se conseguir clientes privados no Estado do Paraná, que essa foi a promessa feita pelo ex-deputado André Vargas”, afirmou o publicitário, que disse ainda que o ex-parlamentar não cumpriu a promessa e não conseguiu levar nenhum cliente novo para a agência.
VAI INVESTIGAR
Os repasses do TSE para a agência ainda não foram alvo de investigação da força-tarefa, mas ao determinar a prisão preventiva de Hoffman, Sérgio Moro destacou que “há indícios que o esquema criminoso se reproduz em outros contratos de publicidade com a administração pública, o que é extremamente grave, sendo que a maior parte das provas são de conhecimento do investigado Hoffman e ainda estão ocultas”, ressalta Moro.
A reportagem enviou e-mail para a assessoria do TSE perguntando sobre os repasses, mas até o final do dia não havia obtido resposta.

TERCEIRIZAÇÃO: A PESSOA E O TRABALHO HUMANOS NÃO SÃO MERCADORIAS




Jorge Béja
Não interessa saber como ficará o conteúdo da lei nem como estão sendo os debates, as justificativas e as tratativas no parlamento para tornar legal o que é absolutamente imoral e desumano. Assim é a terceirização de serviços, de meio ou de fim. Ela é nojenta. Vilipendia a dignidade da pessoa humana, norma constitucional pétrea e inabolível. E se vier mesmo a ser oficializada e legalizada, haveremos de viver, em todos os setores das necessidades de nossas vidas – e como efeito da degradação da pessoa humana –, a mais tenebrosa época em que todo e qualquer o serviço será precário e pessimamente prestado. Todos perderão.
TERCEIRIZAÇÃO: A PESSOA E O TRABALHO HUMANOS NÃO SÃO MERCADORIASHUMANOS COMO MERCADORIA
Empresa que tem como finalidade (ou objetivo) social o fornecimento de mão-de-obra é empresa que faz das pessoas humanas, que recruta e emprega, sua  única mercadoria de venda, de aluguel, empréstimo ou cessão, ditas remuneradas. Lembra a escravidão. E empresa outra, que daquela se serve para a execução de seus serviços, é empresa tirânica. Em relação aos empregados terceirizados, empresa-empregadora não é. E a relação daqueles (da empresa terceirizada) como esta (empresa terceirizante), relação empregatícia também não é. E tudo é odioso.
UM ESTRANHO NO NINHO
Empregado terceirizado não aspira promoção, valorização, elogio e ganhos outros para a empresa terceirizante para a qual presta seus serviços. Não tem ele nenhum ânimo de progredir e conseguir situação melhor, justo por não ser empregado. É terceirizado. Nada, absolutamente nada o estimula. Ao contrário, sente-se diminuído para consigo mesmo e para com o seu colega, este sim empregado de verdade da empresa terceirizante.
Ainda que tenha excelente formação familiar, educacional e profissional (fato raro de acontecer com o pessoal apanhado pela empresa terceirizada), qual o benefício que alcançará se o seu serviço é prestado para quem dele não é empregador? Ele, o empregado-terceirizado, é um estranho no ninho, não tem nenhum vínculo nem afeto com quem quer que seja no seu ambiente e lugar da prestação do trabalho, pois o presta para quem não é seu empregador.
SEM VEZ E SEM VOZ
Empregado terceirizado é pessoa sem voz no desempenho do emprego terceirizado. Nenhum direito o assiste. Cogitar, por exemplo, em equiparação salarial com um “colega” seu, empregado de verdade da empresa terceirizante e que desempenha a mesmíssima tarefa e ganha muito e muito mais, nem pensar, pois sua situação social e jurídica é de inferioridade. Ele não é empregado e a empresa não é sua empregadora. Também os donos e gerentes da empresa terceirizante não são seus superiores e nada podem resolver. Entre empresa terceir
izante e empregado terceirizado não há hierarquia, subordinação, disciplina… Isso somente existe entre patrão e empresa-empregadora e seus empregados, o que o terceirizado não é.
SALDO MÍNIMO DE SALÁRIO
Empregado terceirizado receberá de salário o saldo mínimo que sobrar do dinheiro que a empresa terceirizante pagará à empresa empregadora do terceirizado.Compensado o lucro com a exploração humana, talvez reste trinta por cento, no máximo. E mesmo assim quando não houver subcontratação, que pode até mesmo não ser uma, mas muitas outras subcontratações, formando uma cadeia de tal ordem que o dinheiro que sobrar na ponta final da última empresa subcontratada, será de um salário-mínimo, considerando que menos não pode ser. Veja o que está acontecendo com os médicos cubanos que vieram para o Brasil. Recebem alguns “réis”, dos 10 mil reais que o governo brasileiro entrega ao governo cubano para o pagamento de cada um deles.
O SEMPRE VIGENTE ARTIGO 9º DA CLT
Essa prática da terceirização sempre foi considerada abjeta pela moralidade da ordem trabalhista no Brasil. A CLT é de 1º de Maio de 1943. Dos seus 922 artigos originais, quase todos permanecem vigentes até hoje. Dentre eles, o artigo 9º . É justamente o que defende o trabalhador contra qualquer manobra que o engane e desconstrua as conquistas dos trabalhadores, como essa, a da patife e cretina “terceirização”.
Diz o seguinte: “Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação“.

MAÇONARIA: AVENTAL DE APRENDIZ

MAÇONARIA: AVENTAL DE APRENDIZO Avental é a peça mais importante da indumentária do Maçom, sendo absolutamente
necessário o seu porte para a admissão às sessões em Loja. Todo Maçom, na reunião da Loja,
deve usar essa insígnia e somente quando o usa é que ele estará, na linguagem maçônica:
“Convenientemente vestido”.
Para o Maçom colocar o Avental significa isolar o coração do mundo físico durante os
momentos de trabalho espiritual, durante a comunhão com o pai que se acha no seu “Eu” interior.
O Avental do Aprendiz é de pele branca retangular, de 30 cm por 40 cm com abeta
triangular de 15 cm de altura, preso à cintura por cordões ou fita. Pelo formato do Avental
observamos que ele é formado pela sobreposição de um triângulo (ternário) sobre um retângulo
(quaternário). Algumas observações:
* O Triângulo (ternário) possui três lados, e a soma de seus ângulos internos é igual a 180
graus;
* O Retângulo (quaternário) possui quatro lados e a soma de ângulos internos é igual a 360
graus;
* O Triângulo sobre o Retângulo forma um Pentágono com seus cinco lados e 540 graus de
soma dos ângulos internos;
Considerados separadamente os três lados do Triângulo com os quatro lados do quaternário
temos o número sete.
Os números resultantes desta análise tem grande significado na simbologia Maçônica, 3, 4,
5, 7.
Estes números estão representados na Abóbada Celeste da Loja através das constelações
de Orion (3 estrelas), Híades (5 estrelas) e nas Plêiades e Ursa maior (7 estrelas), além das 4
direções, Oriente, Ocidente, Norte e Sul.
A cor Branca do Avental do Aprendiz significa um compromisso moral, isto é, de zelar pela
manutenção de sua pureza, inocência e ações sem máculas. Porque o Aprendiz representa a
infância, onde os primeiros passos são dados na busca do aperfeiçoamento (conhecimento) da
alma, do eu interior, pois somente conhecendo o eu interior seremos capazes de nos transformar e
transformarmos a sociedade.
A abeta levantada do Avental do Aprendiz visa proteger o epigástrio, daquele que se emprega no desbaste da Pedra Bruta. O epigástrio é a região vulgarmente conhecida como boca do estômago, que está ligada diretamente ao plexo solar que corresponde ao chacra umbilical que antigamente era considerado o centro dos sentimentos e emoções contra os quais o Aprendiz deve se proteger para conseguir a serenidade de espírito para tornar-se um verdadeiro Maçom.
Por isso o Aprendiz usa o Avental com a abeta levantada formando uma figura com cinco ângulos, símbolo do Homem Quíntuplo, isto é, indicando os cinco sentidos por meio dos quais entre em relação com o mundo material que circunda nossos cinco pontos de fidelidade ou perfeição, mas indicando também pela porção triangular em cima, em conjunção com a porção quadrangular em baixo que a natureza do Homem é uma dualidade de alma e corpo.
Está proteção garante ainda que as vibrações positivas e a paz profunda, que formam a Egrégora do Templo não sejam quebradas pelos sentimentos e emoções do Aprendiz. Em Loja, somente a parte superior do corpo, que é a sede das faculdades racionais e espirituais deve participar do trabalho, buscando o crescimento espiritual, transformando o interior do homem Maçom.
Todos os Maçons espalhados pela superfície da terra devem lembrar-se dos grandes deveres que comprometeram ao ser revestido do Avental.
Com ele devereis estar sempre revestido durante as nossas sessões. Entre nós está insígnia é venerada por ser o emblema do Trabalho e lembra que o Maçom deve ser sempre ativo e laborioso. Deveis, pois, usá-lo com satisfação e asseguro-vos que se nunca desonrardes está insígnia, ela jamais vos desonrará.

AO INDICAR FACHIN AO STF, DILMA EXIBE MENOSPREZO AO CONGRESSO

Carlos Newton
Quando surgiram as primeiras informações na internet sobre a indicação do professor Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal, ficou difícil de acreditar. Pareciam especulações, que podem ser desmentidas ou não. Diante do silêncio do Planalto, logo ficou patente que a notícia era verdadeira, embora só viesse a ser confirmada muitas horas depois, o que demonstrou que a presidente Dilma Rousseff ainda estava na dúvida e demorou até se decidir.
AO INDICAR FACHIN AO STF, DILMA EXIBE MENOSPREZO AO CONGRESSOAo escolher Fachin, ficou claro que a chefe do governo não estava apenas em busca de um jurista de notório saber e reputação ilibada. O que ela verdadeiramente pretendia era peitar o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), que há duas semanas havia alertado que os senadores não aprovariam um nome com “DNA do PT”.
Esta declaração de Renan foi indevida e importuna, não há dúvida, mas refletia o pensamento dos senadores. Esperava-se que a presidente da República, que precisa desesperadamente recuperar parte do prestígio perdido, desta vez indicasse para o Supremo um jurista de notório saber, reputação ilibada e isento, sem vinculação com qualquer partido político.
Mas Dilma bateu pé, fez beicinho e encaminhou ao Senado justamente o nome de um advogado muito ligado ao PT, que já chegou a ponto de pedir votos para o partido. Portanto, não tem a menor isenção, jamais poderia ser ministro do Supremo. Se fosse um simples juiz, jamais poderia participar de um julgamento que envolvesse o partido ou seus membros, pois teria de se considerar suspeito. E se Dias Toffoli não tem essa grandeza, como esperar que Fachin a tenha?
REPUTAÇÃO ILIBADA?
Não se trata de questionar seu notório saber, mas sim a neutralidade e a imparcialidade que se deveria exigir de um ministro do Supremo. Portanto, cabe uma reflexão sobre o que seja reputação ilibada. Afinal, que conceito é este? Fachin teria mesmo reputação ilibada? Para sabê-lo, certamente será necessário averiguar e analisar os contratos de seu escritório de advocacia, para saber quem eram seus clientes, com objetivo de apurar se prestava ou não serviços ao governo federal.
Chama a atenção o fato de ter participado de última campanha política, dando nítida impressão de compromissos político-partidários, inclusive quando atacou governos de FHC e defendeu os governos Lula, pedindo votos para Dilma. Terá este jurista a reputação necessária para manter a imparcialidade em seus votos? Sabemos que já houve indicação de advogado do PT, no caso, Dias Toffoli, mas agora estamos falando de um militante partidário.
APOIO DE RENAN?
Os jornais divulgaram que a presidente Dilma teria consultado o senador Renan Calheiros, que concordara e até se prontificara a defender o nome de Fachin. Será que Renan realmente mudou de opinião? Ou simplesmente deu força a mais erro político da presidente, para que ela seja novamente humilhada no Congresso?
Com apoio ou sem apoio de Renan, a perspectiva é de que Fachin deverá ter problemas na sabatina do Senado. Não é a primeira vez que um nome indicado pelo governo enfrenta resistências no plenário. O presidente Jânio Quadros, por exemplo, indicou o empresário pernambucano José Ermírio de Moraes para embaixador, mas o Senado recusou. Moraes ficou furioso, entrou na política e também se elegeu senador. Muitos anos depois, no leito de morte, fez os dois filhos (José e Antonio Ermírio) prometerem jamais entrar na política.
Agora, Dilma Rousseff se arrisca a repetir Jânio Quadros e ser derrotada no Senado. Ela hoje reina, mas não governa. E parece ter se tornado uma espécie de Rei Midas ao contrário, pois tudo o que Dilma faz acaba dando errado. Vai ficar na História como encarnação da célebre Viúva Porcina, criada por Dias Gomes, “aquela que foi sem nunca ter sido”.

MAÇONARIA: O CANDIDATO


MAÇONARIA: O CANDIDATO(Argumentos para estudo e debate, visando a estabelecer, uma orientação para escolha e indicação de candidatos à Ordem). E começamos por esta sentença budista:
… Querer melhorar o mundo, sem antes melhorar o homem, é tarefa inútil…
Exposição de Motivos
É comum confundirmos Ordem com Obediência. Portanto as afirmações a seguir visam a sugerir que há diferenças fundamentais entre tais instituições!
“A Ordem – a Maçonaria iniciática e tradicional, não tem origem historicamente conhecida. As Obediências, ao contrário, são criações recentes. A Ordem é universal, as obediências, sejam quais forem, mostram-se particularistas, influenciadas por condições sociais, religiosas, econômicas e políticas dos países onde se desenvolvem”.
“A Ordem na sua essência é metafísica; na sua manifestação é tradicional. Por essência é indefinível e absoluta; as Obediências estão sujeitas a todas as variações da fraqueza relativa ao gênero humano. A Ordem tem uma doutrina, muito antiga e pouco compreendida, que as Obediências e Lojas vem adulterando, embora tenham atribuído a si mesmas, o encargo de estudá-la e transmiti-la FIÉLMENTE, aos irmãos”). As Obediências, apenas administram a nossa passagem pela Ordem. Dito isto, vejamos, resumidamente, o resultado da falta do entendimento que um maçom precisa ter.
“Como se todos fossemos vizinhos, vamos à loja, não para pensar, mas para nos distrairmos com figuras simbólicas, mesmo sem as compreender, depois para realizar gestos pomposos e, finalmente, para nos entregarmos aos prazeres gastronômicos. Mas DE QUE SERVIRÁ A ORDEM (e não a Obediência), SE ELA NÃO IMPREGNAR SEUS MEMBROS, ATÉ FAZER DELES HOMENS NOVOS? Um homem novo que não seja, apenas, homem de tempos novos, mas devoto da tradição que não tem tempo! A tradição é uma síntese resumida da Maçonaria e do seu significado, que potencializa tudo quanto o homem pode ser.Então o que faz com que a Ordem não seja, meramente, uma sociedade de socorros mútuos, depende da inspiração subjetiva de cada maçom. Cada um pode senti-la de um modo diferente de seu irmão, mas os que vivem a vida maçônica interior, compreendem muito bem, que qualquer um que não seja maçom, não ache graça em muitas das coisas, que fazem as delícias da Ordem. Somente o maçom tem o espírito atingido, com tudo o que concerne à Ordem. Portanto, o que é insípido para o profano é profundamente saboroso para o maçom. A Ordem possui, então, um segredo, somente desvendado pelos aceitos para dela fazerem parte, sendo-lhes assegurados os meios para uma evolução espiritual, através de um trabalho coletivo. Desenvolvendo ao máximo as possibilidades individuais, propicía o máximo de harmonia na Fraternidade (ou seja, na convivência humana). A solução de antagonismos, aparentemente inconciliáveis faz parte dos privilégios concedidos a autênticos iniciados. Tal objetivo, porém, somente será alcançado se os irmãos estiverem ligados entre si e à Ordem, pelos mais estreitos e menos conhecidos laços e se o silêncio e o segredo forem rigorosamente observados (o que convenhamos raramente acontece). Os que chegam até a Ordem, devem ser “eleitos”, ou seja, devem aceitar em si mesmos o espírito da Ordem, para senti-lo, até nas coisas aparentemente mais banais. A iniciação maçônica depende do domínio racional de cada um, pois implica em intuição e superação da razão. Daí a IMPORTÂNCIA que há para a
Ordem e para a Humanidade, o momento em que se resolve indicar um candidato. Se os irmãos bem compreenderem o valor desta argumentação, sem dúvida serão mais cuidadosos, nas suas opções sobre candidatos, pois a Ordem é mais importante e verdadeira que as Obediências (porque o valor e a capacidade para gerar benefícios sustentam-se na AUTENTICIDADE, que por sua vez exige COERÊNCIA entre os pensamentos, as palavras e as atitudes ou comportamentos).
DESENVOLVIMENTO
(O que contribui e o que é fundamental para o trabalho maçônico, em loja ou, no ambiente profano)?
Para o êxito das nossas atividades maçônicas, vários elementos conjugam-se, como por exemplo: local de reunião, legislação, rituais, instrumentos, etc. . Todavia, o fundamental é a presença dos irmãos, atuando em harmonia. São os irmãos a porção principal, daquilo que vai constituir a célula, a Loja. Por ser dotado de qualidades próprias, tais como vontade e livre arbítrio, a influência do homem é ímpar na vida da loja, a qual reunida a outras formam as Obediências devendo todos (irmãos, lojas e Obediências) cumprir a função da Ordem. Esta tem como incumbência, trabalhar em favor da Humanidade, pela evolução do homem, na medida em que cada um faça por merecer e de acordo com o trabalho realizado. A Maçonaria, não é, pois, um fim a ser atingido, para se obter benefícios (como ocorre com as profissões na vida profana), mas um meio onde o homem encontra a rara oportunidade de, trabalhando para o bem da Humanidade, evoluir para a felicidade. Ao atingir o mestrado, TEÓRICAMENTE, os irmãos adquirem as condições, não só de saber, o QUE deve ser feito, mas principalmente, para conhecer o CAMINHO que leva à Grande Obra. Contudo, isto nem sempre acontece, porque muitos “RECEBEM” o mestrado, sem trabalho, sem mérito, apenas pela bondade (ou omissão) dos irmãos. Por isso estes mestres continuam na sombra e nada produzem! Muitos vão além, porque prejudicam o trabalho e o esforço de irmãos operosos e dedicados, prejudicando também a si mesmos, já que se anulam ao nada fazer pela Loja, pela Obediência, pela Ordem e principalmente por aqueles que tanto necessitam do trabalho maçônico! Por tudo isto é preciso muito cuidado e muita atenção, quando da indicação de candidatos às Lojas. Qualidade de trabalho e dedicação já devem ser inerentes ao candidato, para que haja cada vez mais, qualidade e dedicação à forma que queremos dar aos nossos trabalhos, sejam internos, nas reuniões semanais, sejam nas atividades profanas onde devemos exercer uma liderança maçônica, exemplar pela capacidade e pela espontaneidade em praticar o bem. Afinal o que importa é o trabalho a ser feito; sendo os benefícios que cada um recebe, apenas conseqüências.
SUGESTÕES
(esta é a parte que mais precisa ser enriquecida)
Como os candidatos não compreendem o significado da candidatura e alguns mestres não compreendem o significado de apresentar candidatos, torna-se importante ressaltar: 1-A RESPONSABILIDADE dos mestres maçons como conhecedores daquilo que é ignorado pelos profanos, 2-A OBSERVAÇAO e ORIENTAÇAO adequada, daqueles que, os mestres entenderem, que tenham condições de ser admitidos numa loja maçônica. Quem aspira tornar-se um irmão maçom precisa entender (portanto ser informado) que uma vez aceito deverá trabalhar para glória de DEUS, O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO e para o bem da Humanidade, não para alimentar vaidade e egoísmo próprios e outros defeitos que para os maçons são considerados vícios, permanentemente combatidos. Um diálogo neste sentido deve ter condições de ocorrer, entre o mestre maçom e seu provável afilhado. Além disso, o mestre deve observar, por exemplo, em relação ao candidato: -realiza, com alegria, pequenas e obscuras tarefas? -faz o que lhe é possível, por pouco que pareça ser, para o progresso humano?-toma a iniciativa para desenvolver novas e/ou difíceis tarefas, espontaneamente, sem esperar solicitação ou indicação? Se as respostas são positivas, podem indicar humilde sabedoria e condições para evoluir. Isto, porém não é o suficiente e outras observações, podem ser também reveladoras, tais como: – o temperamento do indivíduo, impede-o de pôr-se em sintonia com outros? Se isto ocorre é motivo para aguardar o tempo necessário para livrar-se desta imperfeição. – O seu orgulho pode ser atenuado? Se não puder, mesmo na Loja, o candidato continuará a ser um profano, não sendo recomendável a sua admissão, pois já temos demais este tipo de irmão que busca a própria glória. – O candidato tem elevado auto-conceito? Ou auto-estima ? Julga-se superior? Isto é perigoso, porque dificulta o convívio com os outros, bem como a transmissão de informações e instruções. – Ofende-se com facilidade? Também é perigoso, porque dificulta o convívio, pela intolerância. Entretanto, esta falta de condições pode ser momentânea e às vezes o tempo encarrega-se de fazer o candidato melhorar. Portanto, não há pressa em encher as lojas, com iniciações precipitadas, que, geralmente, transformam-se em toda espécie de problemas para as Lojas e Obediências. Quanto à orientação, algumas advertências devem ser feitas aos candidatos tais como: -Assiduidade – somente pela assiduidade o irmão (aspiração do candidato), na companhia de outros, adquirirá uma compreensão preliminar sobre a Maçonaria e o seu trabalho. – Disponibilidade no dia e hora das reuniões.- Para assegurar uma boa preparação, ou seja, o desenvolvimento adequado das instruções e também porque assegura a ocupação constante dos irmãos, estimulando o aprendizado, a harmonia e o êxito dos trabalhos, produzindo então, bons aprendizes, òtimos companheiros e excelentes mestres e não candidatos que uma vez aceitos como irmãos, já como aprendizes, vêm à Loja somente em busca de ascensão aos graus desconhecidos, seja por curiosidade, sejam por outros motivos, mas que sem dúvida os descredenciam, a permanecer na Loja, na Obediência e, principalmente, na Ordem.
CONCLUSÕES
“O segredo da Ordem é que ela atravessa os séculos, entre temporais que fazem efêmeras tantas obras dos homens, inclusive as nossas obediências. Há neste segredo uma virtude misteriosa, o que o poeta chama de “música interior” ou uma disposição de espírito.
Para a Ordem, a TRIAGEM é absolutamente necessária, porque as palavras da Sabedoria da Força e da Beleza, não podem ser jogadas ao vento, mas conservadas na mente e no espírito (ou seja: maus candidatos = maus irmãos = prejuízo para a Ordem e para a humanidade).
Os trabalhos maçônicos internos e externos devem assemelhar-se, por exemplo, às cordas de instrumentos musicais, que, embora diferentes, emitem sons em harmonia com as outras. Esta harmonia nivela os irmãos e nenhum é mais sábio, mais forte, mais belo ou mais importante. Não há orgulho e a ausência do orgulho conduz ao esquecimento do “eu em primeiro lugar” e desenvolve o ânimo da boa vontade com todos.
Estas regras podem levar à convivência adequada, não só para aprender, mas também para trabalhar juntos ou “EM UNIÃO”, como diz o salmista.
Encerrando, devo dizer que, esta colaboração pretende apenas colocar em exame e estudo a indicação de candidatos, portanto necessita ser ampliada e enriquecida, por todos aqueles irmãos que “optam pela qualidade” e que, realmente, preocupam-se com o presente e o futuro da Ordem e da Humanidade…
Que Assim Seja!

Olhar Digital – Streaming promete mudar nosso hábito em frente à TV; entenda


A primeira coisa a entender é que streaming vem de stream – corrente, fluxo, em inglês. E no mundo virtual, a palavra quer dizer justamente isso: um fluxo constante de dados, sendo transmitidos de uma fonte emissora – no caso, gigantescos datacenters – até inúmeras fontes receptoras: nossos computadores, celulares, tablets, consoles e tvs inteligentes.
O outro fato curioso é que o streaming foi uma das primeiras maneiras encontradas para transmitir áudio e vídeo na internet. No começo do começo da rede, as primeiras experiências desse tipo de distribuição de conteúdo usavam streaming. Só depois vieram outras técnicas, como o download progressivo – que hoje é usado pelo YouTube, por exemplo. Mas, isso é assunto para outra matéria do Olhar Digital. Hoje, o foco é entender o que o crescimento do streaming pode representar para a indústria da televisão.
Nos Estados Unidos, a televisão vive uma era de ouro, com criatividade em alta e produções impressionantes. Alguns exemplos mais óbvios são as séries consagradas, como Breaking Bad, Mad Men e Game of Thrones. Todas sucesso mundial. Pois boa parte do sucesso desses programas se deve ao mundo virtual. Assim que os episódios vão ao ar, a internet e as redes sociais se encarregam de expandir o alcance das histórias. Com isso, grandes produtores de conteúdo começaram a perceber que o mercado da internet pode ser muito maior que o mercado da televisão, e começaram a distribuir seus conteúdos também pela web. Até o contrário começou a acontecer. Netflix e Amazon, por exemplo, que atuavam como distribuidores do conteúdo gerado por outros, perceberam que seria interessante também passar a produzir. E, livres das amarras comerciais da televisão, se deram muito bem nesse terreno, com séries e documentários elogiados. Um dos exemplos é o, digamos, filhote de Breaking Bad, a série Better Call Saul – produzida pela Netflix com qualidade similar às aventuras do professor de química que ganhou o mundo.

http://formadoresdeopiniao.com.br/portal/olhar-digital-streaming-promete-mudar-nosso-habito-em-frente-a-tv-entenda/

O PT, DEFINITIVAMENTE, É HOJE UM CASO DE POLÍCIA, NÃO DE POLÍTICA


O PT, agora, é um partido que tem um de seus principais dirigentes na cadeia. Trata-se do tesoureiro João Vaccari Neto, nada menos do que o homem que cuida das finanças da legenda. É acusado de arrecadar recursos ilegais desde 2004. A ser assim, dedicou-se a ações clandestinas na campanha que reelegeu Lula em 2006, na que elegeu Dilma em 2010 e na que a reelegeu em 2014. Essa mesma agremiação já viu atrás das grades José Genoino, seu ex-presidente; Delúbio Soares, ele também um tesoureiro; e José Dirceu, que era, então, até o mensalão vir à luz, o condestável do governo Lula e do petismo. Ou, se quiserem, numa síntese rápida, o PT deixou de ser um caso de política para se transformar numa caso de polícia.
O PT, DEFINITIVAMENTE, É HOJE UM CASO DE POLÍCIA, NÃO DE POLÍTICAImpressiona a arrogância dessa turma. Desde que o nome de Vaccari apareceu no depoimento inicial do doleiro Alberto Youssef, revelado pela VEJA em abril, o razoável é que se afastasse do comando. Mas isso não aconteceu. Ao contrário. A cúpula dirigente se fechou em sua defesa. E essa defesa não se limitou ao presidente da legenda, Rui Falcão.
Em fevereiro, em Belo Horizonte, em reunião do Diretório Nacional, Lula se solidarizou com o companheiro. Acusou uma suposta tentativa de criminalizar o partido e, adicionalmente, pôs sob suspeição o resultado do julgamento do mensalão. Afirmou então: “Descobri lamentavelmente no mensalão que o julgamento não é jurídico, é político”. O partido estava na capital mineira para comemorar os seus 35 anos. Vaccari participou da festança. A presidente Dilma Rousseff, santa imprudência!, discursou no evento.
Sim, Vaccari está em prisão preventiva, e isso não significa uma sentença condenatória. Os petistas descobriram a presunção de inocência depois que chegaram ao poder. Quando eram oposição, Lula costumava cortar cabeças sobre o palanque. Isso poderia ser um sinal de que o partido chegou, ainda que tardiamente, a um fundamento das sociedades civilizadas… Sabemos, no entanto, que não é assim. O tesoureiro não estava aboletado em seu cargo em nome de algum princípio do direito. Lá permanecia por arrogância sua e da cúpula; lá permanecia porque o partido insiste em não reconhecer a legitimidade e a legalidade da investigação em curso. Tanto é assim que o líder na Câmara, o inefável Sibá Machado (AC), acusou a existência de uma grande conspiração. Sibá não sabe falar sozinho, por conta própria. Alguém lhe soprou o texto.
E quem participaria dessa conspiração? Suponho que sejam a Justiça, o Ministério Público, a imprensa e a esmagadora maioria dos brasileiros, não é?, que hoje reconhecem na ação dos companheiros o que há de mais deletério na política.
Diga-se sempre: o PT não inventou a corrupção. Ela existe, como já brinquei aqui, desde que o homem decidiu provar do fruto proibido. Sempre houve, Brasil e mundo afora, desvios da norma praticados por pessoas, por partidos, por grupos. E jamais será o caso de condescender com eles. Inaceitável é que se tenha criado um sistema que, em vez de perseguir, para punir, o crime, faz a apologia da transgressão. Asqueroso é que se tenha erigido um modelo de gestão que pretende pôr, num prato da balança, o assalto aos cofres públicos e à institucionalidade e, no outro, a reparação social, real ou suposta, como se a precondição do bem fosse, necessariamente, o mal.
Por nada, sem motivo, sem causa, o Planalto inventou a patacoada de que já poderia respirar aliviado — afinal, sabem como é, apenas quase meio milhão de pessoas estavam nas ruas do domingo… Depois do suposto alívio, ficamos sabendo que a Controladoria-Geral da União esperou passar as eleições para apurar a denúncia de uma fraude que já chegava com provas. E agora se vê ir para a cadeia o tesoureiro do partido que atuou na arrecadação da campanha eleitoral da presidente; que compartilhou com ela, há pouco mais de dois meses, o ambiente em que o PT comemorava o seu aniversário.
Os petistas acham que o partido está sendo perseguido por uma conspiração de direita. Não! O partido está tendo é de prestar contas por sua história e pelas opções que fez — e é evidente que, dessa missa macabra, a gente não deve conhecer nem a metade.
Eis aí. Desde 2005, os jornais e os veículos de comunicação já tinham confinado a cobertura dos assuntos do petismo na seção de polícia. Afinal, as coisas de que tomamos ciência, convenham, não são matéria da política.
Por Reinaldo Azevedo

BÁRBARA HELIODORA, A GRANDE TESTEMUNHA, TRADUZIU E INTERPRETOU A ESSÊNCIA DO TEATRO E DA ARTE QUE O TORNA ETERNO


Pedro do Coutto
Exatamente, creio, o título sintetiza a emoção que atinge os leitores de seus textos sempre brilhantes e extraordinariamente marcantes a respeito da importância das peças e dos atores e atrizes que tornam o teatro eterno, uma vez que ele atravessa a história universal e conserva em si, e sua comunicação, a mesma magia desde os palcos da Grécia Antiga e de Roma, séculos antes de Jesus Cristo nascer e morrer.
BÁRBARA HELIODORA, A GRANDE TESTEMUNHA, TRADUZIU E INTERPRETOU A ESSÊNCIA DO TEATRO E DA ARTE QUE O TORNA ETERNOManteve-se assim, como a primeira manifestação de arte partindo do comportamento humano, após a mais profunda divisão do tempo, que faz agora 2 mil e 15 anos. Extremamente complexo, o teatro inclui com igual intensidade o texto literário e a forma interpretativa. O peso da qualidade distribui-se por igual nessas duas faces. Disse eu que o teatro resistiu a primeira divisão do tempo, inultrapassável com a crucificação da maior figura da humanidade, e acrescento que resistiu – e resiste – a uma segunda revolução no tempo: a invenção do cinema.
Muitos sustentaram que o teatro datado e superado a partir dos filmes, especialmente após filmes falados. A previsão não se confirmou. Foi adiada para as produções a cor. Também não aconteceu. O teatro continua vivo no mundo e no Brasil, mesmo depois da morte da grande dama, Bárbara Heliodora. Ao sair de cena, que era seu lugar na plateia e na redação de O Globo, ao descer o pano da memória, ela deixou como herança, junto com sua cultura, inteligência e sensibilidade, uma extraordinária contribuição ao teatro brasileiro. Suas críticas eram obras de arte dentro de outra arte. Descobertas. Revelações.
PRESENÇA NA PLATEIA
Através dessas descobertas e revelações, por intermédio da firmeza de suas teclas e clareza de seus textos, ela iluminava momentos de cultura eternizando desempenhos de atores e atrizes. Sua presença na plateia, para ela na verdade o seu palco, tornava-se um momento de extraordinária importância para o elenco, para a direção, para a produção acrescentando força ao compromisso que têm e mantêm com a qualidade. A intelectual Bárbara Heliodora amou o teatro como a si própria, Mas não somente isso. Ela colocava amor e ardor no que escrevia. Era, me parece, o compromisso que mantinha consigo mesma e com as testemunhas de sua existência, os leitores, fossem eles artistas, como Paulo Autran e Fernanda Montenegro, como Valmor Chagas e Cacilda Becker, como Sérgio Cardoso, cuja atuação como Hamlet, 1948, tanto a encantou. A
liás, estava ela, Heliodora no elenco.
A interpretação de Sérgio Cardoso, me lembro, foi muito diversa da que deu ao eterno personagem de Shakespeare o extraordinário Lawrence Olivier, no filme famoso exibido no Rio um ou dois anos depois. Claro que, antes do cinema, Olivier já tinha vivido Hamlet nos palcos de Londres e da Europa. Mas esta é outra questão.
A IMPORTÂNCIA DO ATOR
Falei em teatro, falei em cinema. No teatro, o ator passa mais que o diretor, como Paulo Autran disse certa vez numa entrevista à televisão.
Sim. Inclusive porque uma peça em cartaz por três meses exige que os personagens a interpretem de forma consecutiva, quase que diária. Esforço gigantesco, cada sessão uma nova experiência, um novo esforço. No cinema, não. As filmagens são aprimoradas e melhoradas antes de o trabalho ser concluído. No teatro, a cada abertura da cortina, um desafio novo a ser interpretado e vencido.
Bárbara Heliodora foi a grande intérprete a traduzir, para nós, leitores, a magia extraordinária do teatro. Nesse momento em que a cultura sofre uma perda enorme, ela, Heliodora, e o teatro se encontram na eternidade. Ela participou da história da arte como poucos que nesta vida tiveram o privilégio de escrever sobre o que amam.