sexta-feira, 29 de agosto de 2014

BANQUETE MAÇÔNICO - ORIGENS, PREPARAÇÃO & RITUALÍSTICA

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MARINA, O PSB E A CRISE TUDO CERTO COMO DOIS E DOIS SÃO CINCO



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Escrito por Reinaldo Azevedo   
Sex, 22 de Agosto de 2014 14:00
Carlos Siqueira, secretário-geral do PSB e ex-coordenador geral da campanha do partido à Presidência, deixou a equipe que vai cuidar da candidatura de Marina Silva. Sentiu-se desrespeitado. Não gostou do modo como a nova candidata impôs nomes de sua confiança para conduzir a batalha eleitoral. A pax celebrada entre a Rede e o PSB durou bem menos de 24 horas. Quem ler o que escrevi ainda no dia 13, pouco depois da morte de Eduardo Campos, não estranhou o desfecho.
Jornalismo não pode ser torcida, especialmente quando dedicado à análise e à opinião, que é o que se faz aqui. Sim, escrevo sempre o que penso sobre isso ou aquilo, evito a ambiguidade, esforço-me para que o leitor tenha claro o meu ponto de vista sobre os mais diversos assuntos. Nem sempre é fácil. Mas quem está do outro lado desta tela merece essa clareza. Acho que isso explica, em parte, o sucesso deste blog.
Atenção, meus caros! A opinião e a análise, no entanto, não dispensam os fatos. Ou, em vez de análise, o que se faz é mera torcida; em vez de opinião, o que se tem é um mero chute. Mais de uma vez, antevi ou apontei aqui circunstâncias que não eram do meu agrado, que iam contra as minhas convicções e o meu gosto. Dou um exemplo recente: quando vieram a público os números da pesquisa Datafolha, eu prestei menos atenção ao percentual de cada candidato do que ao fato de que havia melhorado a avaliação do governo Dilma, destacando que isso pendia em favor de sua candidatura. Chamei a atenção para esse dado contra o meu gosto. Estou aqui para dizer o que penso, não para induzir os leitores a erro.
Por que faço essa introdução? Se não fui o único, fui dos poucos colunistas e comentaristas da grande imprensa a chamar a atenção de leitores (e ouvintes) para o fato de que a relação de Marina Silva com o PSB já havia começado no erro. Seguindo um estilo, ela não negociou nada, mas impôs. Nem havia acontecido ainda a solenidade de confirmação de sua candidatura, já dada, então, como certa, e seus fiéis anunciaram que os acordos regionais que haviam sido fechados por Eduardo Campos só seriam acatados pela líder da Rede quando ela concordasse. Da mesma sorte, sem nenhuma negociação prévia, a nova candidata impôs nomes de sua confiança para tocar a campanha.
Aqui no blog, recorri a uma imagem forte: afirmei que Marina estava a dar um pé no traseiro do PSB. Para meu escândalo, li e ouvi comentadores a sustentar que ela estava sendo apenas coerente. Marina é, sim coerente, mas com sua trajetória: não negocia, mas impõe. Tentou fazer isso no PT; não conseguiu e deixou o partido. Tentou fazer isso no PV. Não conseguiu e deixou o partido. E não se comporta de modo diferente no PSB. Como esquecer que, no dia seguinte a seu ingresso na legenda, atacou de modo feroz o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), um dos poucos aliados que Campos tinha então?
Marina costuma despertar simpatias e adesões em razão de sua história de vida, narrada, é bom que fique claro, com acento mítico, com as tintas carregadas do martírio e do heroísmo. Trata-se, obviamente, de uma construção política, tão verdadeira e tão falsa como outra qualquer. O que me incomoda, quando estão em pauta as suas escolhas, é a facilidade com que a imprensa abandona os fatos em favor da torcida.
Não aqui. Goste deles ou não, sempre cedo à majestade dos fatos. Sem abrir mão de deixar claro o que penso.

Fonte: Veja.com

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EX-DIRETOR DA PETROBRAS FARÁ DELAÇÃO PREMIADA E TERÁ DE FALAR SOBRE POLÍTICOS

 
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Escrito por Mario Cesar Carvalho   
Qua, 27 de Agosto de 2014 09:00
O Ministério Público Federal já decidiu quais são as informações prioritárias que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa terá de revelar no acordo de delação premiada que ele fechou na última sexta-feira (22): os procuradores da Operação Lava Jato querem saber como os contratos da Petrobras eram superfaturados e como o valor a mais retornava para os políticos.
Delação premiada é a figura jurídica na qual um réu conta o que sabe à Justiça em troca de redução de pena. Costa foi preso pela segunda vez em junho, depois que a Suíça informou as autoridades brasileiras de que ele tinha US$ 23 milhões em contas secretas naquele país.
A escolha dos contratos superfaturados e do caminho pelo qual a propina chega aos partidos têm uma razão prática: são esses pontos sobre os quais os procuradores têm menos provas para usar nas ações penais.
Um exemplo dos indícios de que Costa cuidava da distribuição de recursos a partidos: a Polícia Federal apreendeu uma caderneta do ex-diretor da Petrobras com anotações de doação de R$ 28,5 milhões em 2010 para o PP.
Os procuradores dizem nas ações que os recursos saíram de contratos superfaturados da Petrobras, principalmente na construção da refinaria Abreu e Lima, da qual Costa era um dos responsáveis.
Há lacunas, no entanto, sobre como o valor supostamente superfaturado foi distribuído para os políticos.
Costa foi indicado pelo PP para a diretoria de distribuição da Petrobras em 2004, ficou no cargo até 2012 e conseguiu apoios no PT e PMDB.
Ele decidiu fazer um acordo de delação premiada como os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato depois que a Polícia Federal fez buscas e apreensões em 13 empresas que pertencem a sua filha, sua mulher, seu genro e um amigo dele.
A maioria das empresas em que a PF fez buscas na última sexta-feira não tinha atividade nem funcionários e serviam para receber propina de fornecedores da Petrobras por meio de contratos falsos de consultoria, segundo os procuradores da força-tarefa.
PREOCUPAÇÃO COM A FILHA
Costa ficou extremamente preocupado com documentos encontrados no escritório de uma empresa da filha dele, segundo a Folha apurou.
O ex-diretor da Petrobras também ficou com o temor de não ter o que contar depois que outros cinco réus resolveram fazer acordo de delação premiada com os procuradores da Operação Lava Jato, entre os quais uma contadora e um advogado do doleiro Alberto Youssef.
A família de Costa pressionou-o para fazer a delação por não ver saída jurídica para o caso. Na última quinta-feira (21), véspera da decisão, o ex-diretor da Petrobras havia perdido mais um recurso no Supremo, uma reclamação impetrada pelo advogada Nelio Machado com a alegação de que o caso de Costa não deveria continuar na Justiça federal do Paraná já que a Petrobras fica no Rio.
Com a derrota no Supremo, a mulher de Costa, Marici, enviou uma advogada especializada em delação premiada para Curitiba, Beatriz Catta Preta, para fazer o acordo com os procuradores.
A advogada de Costa repete desde sexta-feira que o acordo de delação ainda não existe, que depende de “uma decisão pessoal” de Costa.
A Folha apurou, no entanto, que as declarações da advogada fazem parte de uma estratégia para evitar que a delação seja anulada posteriormente na Justiça porque esse tipo de negociação exige sigilo absoluto de todas as partes envolvidas.

Fonte: Tribuna da Internet

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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

'CENSURA E CONTROLE DA MÍDIA', DE WILLIAM CORRÊA


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Escrito por William Corrêa   
Qua, 20 de Agosto de 2014 14:00
Sempre que se aproxima uma nova eleição, a cobertura política dos meios de comunicação é colocada em xeque. Seja porque alguns realmente assumem sua preferência, outros porque não o fazem e outros, ainda, que descontentam grupos cá e lá no espectro político com sua cobertura.
Entra em cena, então, a discussão sobre o tal “controle da mídia”, que deveria funcionar como garantia contra eventuais excessos e contra a influência dos meios de comunicação nos resultados eleitorais.
Não há como discutir o tema sem fazer uma separação clara: uma coisa é o “controle” sobre o conteúdo produzido pelos meios de comunicação, sejam quais forem suas opções. Isso, em bom português, tem o nome de censura.

Outra coisa, bem diferente, é a restrição legal à concentração da propriedade de um grande número de meios de comunicação, nas mãos de monopólios ou oligopólios.
No primeiro caso, a censura conspira contra a democracia. E a contrapartida da liberdade total de expressão deve ser a responsabilidade pelo que se diz, assegurada pela Justiça.
O Reino Unido, recentemente, criou uma instância de fiscalização de mídia, depois que se comprovou que o tabloide sensacionalista News of the Word, do magnata Rupert Murdoch, havia realizado escutas clandestinas para elaborar suas reportagens. Essa instância terá inclusive poder de multar meios de comunicação que violem a privacidade do cidadão.
O tema da concentração da propriedade dos meios de comunicação é muito diferente.
Vamos lembrar, primeiro, que as emissoras de rádio e TV, assim como operadoras de telefonia, são concessionárias de um serviço público em condições e prazos determinados. O espaço que usam, portanto, não “é” seu. “Está” seu.
Muitas sociedades democráticas estabeleceram desde cedo mecanismos de restrição à concentração da propriedade dos meios de comunicação, sabendo do poder que isso representa. Os Estados Unidos, por exemplo, aprovaram em 1934 o Radio Act, (Lei do Rádio), que criou regras para impedir a formação de oligopólios e que, com pequenas modificações, continua vigente até hoje.
No Brasil, o artigo 220 da Constituição Federal define que não pode haver monopólio ou oligopólio na comunicação social eletrônica. Mas a realidade é um pouco diferente.
Já o artigo 54 determina que deputados e senadores não podem ser donos de concessionárias de serviços públicos. No entanto, muitos dão seus jeitinhos, por meio do conhecido expediente do testa-de-ferro.
Estabelecidas essas diferenças, o fato é que a democracia brasileira, com todos os problemas, vem se consolidando. Logo, qualquer tentativa de censura na produção de conteúdo deve ser rejeitada, na mesma medida em que devem ser preservados os mecanismos legais de ressarcimento a eventuais prejudicados pela ação da mídia.
Quanto à formação dos oligopólios da informação, o debate é quente e ainda terá muitos rounds, principalmente em meio às paixões eleitorais. Uma coisa, porém, é certa: democracia rima com pluralidade; de abordagens e de quem controla os meios que as divulgam.

Fonte: Veja.com



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PRESSÃO DO GOVERNO ADIA DECISÃO SOBRE BENS DE GRAÇA FOSTER NO TCU

 

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Escrito por Larissa Borges   
Qui, 07 de Agosto de 2014 09:00
O ministro José Jorge, do Tribunal de Contas da União (TCU), defendeu nesta quarta-feira a indisponibilidade de bens da atual presidente da Petrobras Graça Foster por considerar que a dirigente participou do processo de compra da refinaria de Pasadena, no Texas. A aquisição dessa unidade de refino é considerada um dos mais desastrosos negócios realizados pela estatal brasileira. Apesar da opinião do relator, apresentada ao Plenário da Corte, o TCU ainda vai dizer, nas próximas semanas, se confirma ou não a indisponibilidade. Caso seja confirmada, Graça não poderá se desfazer de seus bens ao longo do período de investigação, mas continuará recebendo rendimentos, como aluguéis.

O atraso na análise do TCU se deve à intensa articulação do Palácio do Planalto, que fez com que o processo fosse retirado de pauta pelo próprio ministro depois de o advogado-geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, ter argumentado que a indisponibilidade de bens seria uma “pena gravíssima” e poderia comprometer a imagem da Petrobras. É a primeira vez que um advogado-geral da União faz pessoalmente uma sustentação oral no TCU. Nos próximos dias José Jorge vai analisar a tese apresentada pela União e decidir se inclui ou não novos nomes de autoridades passíveis de ter os bens indisponíveis. Ao mesmo tempo, o bloqueio de bens já é questionado no Supremo Tribunal Federal (STF) em um mandado de segurança ainda não julgado pelo ministro Gilmar Mendes.
No último dia 23, quando analisaram a compra da refinaria, os ministros do TCU chegaram à conclusão de que a Petrobras teve prejuízo de 792 milhões de dólares na aquisição da refinaria de Pasadena, mas isentaram de responsabilidades a presidente Dilma Rousseff e os demais integrantes do Conselho de Administração da empresa na época do negócio. Dilma era a presidente do colegiado e neste ano justificou a compra como tendo sido baseada em um parecer “técnica e juridicamente falho” elaborado pelo antigo diretor da Área Internacional, Nestor Cerveró.
Nesta quarta-feira, o ministro José Jorge sugeriu, em seu voto, a correção dos nomes de autoridades que devem ter os bens tornados indisponíveis. Além de ter incluído o nome de Graça Foster, Jorge acrescentou também o de Alberto da Fonseca Guimarães, presidente da Petrobras América no período em que a estatal deixou de receber 39,7 milhões de dólares de passivos trabalhistas e tributários de sua antiga parceira, a empresa belga Astra.
Na proposta de retificação de voto, o ministro José Jorge também excluiu do rol de responsáveis por Pasadena o ex-diretor de Gás e Energia da estatal, Ildo Sauer. Há duas semanas, o TCU o havia incluído na lista de autoridades com os bens indisponíveis, embora o diretor não fizesse mais parte dos quadros da empresa quando parte da compra da refinaria de Pasadena foi aprovada. Sauer deixou a estatal em 2007, mas havia sido apontado pelo órgão de controle como um dos responsáveis por um prejuízo de 92,3 milhões de dólares amargado pela petroleira após a diretoria executiva ter decidido, em 2009, descumprir a sentença arbitral que obrigava a Petrobras a comprar a segunda metade da refinaria de Pasadena.
Fonte: Veja.com
 
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SEGUNDO HOMEM NA HIERARQUIA DO PSB SE IRRITA COM MARINA E DEIXA A CAMPANHA



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Escrito por Marcela Mattos   
Sex, 22 de Agosto de 2014 14:00
O secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, que ocupava a coordenação de campanha do partido à Presidência da República, irritou-se com a candidata Marina Silva e deixou a campanha. “Eu não estou deixando porque eu não estava (na campanha da Marina). Eu estava na campanha do Eduardo Campos. Nela eu sempre estive. Agora é uma nova fase e tem que ter uma nova coordenação. Eu disse claramente isso a ela na quarta-feira, que eu não ficaria na sua coordenação”, disse Siqueira, ao chegar à sede do partido nesta quinta-feira. Ele afirmou que não vai recuar da decisão “de forma alguma”. “Eu estava na coordenação de uma pessoa que era do meu partido, que eu tinha estrita confiança. Agora, terminou essa fase e vai começar uma campanha com uma nova candidata. E essa nova candidata deve escolher seu novo coordenador.”
Ao longo de toda a quarta, tensões marcaram as reuniões que antecederam a confirmação da candidatura de Marina. Ela pediu que funções como a coordenação da campanha e finanças fossem assumidas por nomes mais próximos a ela. A coordenação-geral ficou com o deputado licenciado Walter Feldman, porta-voz da Rede Sustentabilidade e braço direito de Marina. O cargo era ocupado por Carlos Siqueira. O PSB ficou apenas com a coordenação adjunta. Ao anunciar as mudanças aos membros do partido e da Rede, a ex-senadora afirmou que aguardaria a indicação dos socialistas para o nome que comporia a coordenação com Feldman. Siqueira sentiu-se desprestigiado, uma vez que Marina não citou seu nome. “Essa mulher me maltratou”, afirmou aos presentes à reunião. Na quarta, Henrique Costa, responsável pela tesouraria, foi substituído por Bazileu Margarido, que ocupava o posto de coordenador-adjunto da campanha. Costa, que não é filiado ao PSB, foi indicado ao cargo por Eduardo Campos. Com carreira em instituições financeiras, ele cursou economia com a viúva do ex-governador de Pernambuco, Renata Campos.
Irritado com Marina, Siqueira abandonou a reunião. E só voltou mais tarde, quando membros do PSB conseguiram acalmá-lo. Ao site de VEJA, Feldman afirmou que Siqueira pode ter interpretado mal a afirmação de Marina. Segundo ele, a ex-senadora é “muito rigorosa nas decisões democráticas” e não se sentiu à vontade para anunciar um nome pelo PSB. “Ele esperava ser indicado pela Marina. Nós queríamos que ele fosse indicado pelo partido. Isso é o correto. Nós demos todos os indicativos de que queríamos que fosse ele”, afirmou. Feldman diz esperar que Siqueira recue da decisão. “Ele é uma pessoa capaz e que estava muito envolvida no projeto. O Siqueira desenvolveu com a gente uma relação muito positiva”, afirmou Bazileu Margarido. Segundo ele, Marina tentou conversar com Siqueira na noite de quarta, mas não houve conciliação.
Membros do partido presentes à reunião negam que Marina tenha sido grosseira e creditam a decisão de Siqueira à pressão emocional. O racha interno um dia depois da oficialização da nova chapa presidencial mostra a caminhada conjunta do PSB e da Rede não se dará da maneira pacífica que se tentou demonstrar na noite de quarta – houve, inclusive, uma carta-compromisso para consolidar a união. No documento, o presidente socialista, Roberto Amaral, afirma que os dois partidos serão “generosos, unidos e solidários” e superarão “eventuais divergências” e repudiarão “interesses menores”. Na prática, não é o que se percebe. “Tem gente aqui que tem um ego muito grande. Não dá pra ser desse jeito”, diz um articulador da Rede, evidenciando o clima de tensão entre as legendas.
Siqueira recusou-se a relatar a reunião da noite, em que o partido anunciou o nome de Marina na corrida ao Planalto. Como secretário-geral do PSB, cabe a ele relatar as reuniões da sigla. A função ficou, então, com Joilson Cardoso, secretário Nacional Sindical do PSB. Fontes no partido afirmam que a decisão de Siqueira reflete um esgotamento há muito percebido entre os membros da sigla. Embora sua relação com Marina não fosse claramente de enfrentamento, tampouco era de calmaria. De acordo com membros do partido, é bastante difícil negociar com membros da Rede. E a pressão exercida pelo setores do PSB contrários à ex-senadora recaia toda sobre o secretário-geral. Além disso, Siqueira estaria bastante estressado desde a morte de Campos e já havia sinalizado a intenção de ficar em Brasília, com o presidente do PSB, Roberto Amaral, dedicado a eleger deputados e senadores pela sigla.
“Isso não é divergência com a campanha. É um problema pessoal de um companheiro que quer mudar de função e vai mudar”, disse o presidente do PSB. Para ele, a saída de Siqueira não traz prejuízos. “Eu acho a participação dele mais importante junto a mim. Ele vai trabalhar ao lado do presidente do partido. Eu preciso reforçar a minha estrutura”, disse Amaral. O substituto de Siqueira, segundo Amaral, deve assumir a coordenação-geral, e não adjunta, como pretendia a Rede. O novo nome pode ser anunciado ainda nesta quinta-feira.

Fonte: Veja.com

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IMPACTOS NA CAMPANHA: GRAÇA FOSTER, MARINA E O APOIO DE LULA A LINDBERGH


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Escrito por Pedro do Couto   
Qua, 27 de Agosto de 2014 09:00
A política, mistura de ciência e arte, está cheia de acontecimentos imprevistos que explodem a cada momento, especialmente nas disputas eleitorais, capazes de influir e até mudar, pelo menos parcialmente, os rumos das campanhas sinalizados pelas pesquisas de intenções de voto. A atitude da presidente da Petrobrás, Graça Foster, doando três imóveis que possui para os filhos temendo o bloqueio de bens pelo tribunal de Contas da União, é um exemplo. Deixou em posição desconfortável a presidente Dilma Rousseff, ao tomar iniciativa igual à de Nestor Cerveró, ex-diretor da estatal, sobretudo porque Cerveró, juntamente com Sérgio Gabrielli e Roberto Costa, foi acusado pela chefe do Executivo de fornecer informações incompletas sobre a compra da refinaria de Pasadena.
Dilma Rousseff saiu na defesa de Graça Foster no primeiro instante. Não estava com as informações divulgadas pelos repórteres Vinicius Sassine, Eduardo Bressolini e Demétrio Weber, O Globo, edição de quinta-feira 21. A decisão de Graça Foster não acrescenta nenhum voto para a reeleição da presidente da República. Mas pode tirar. Basta o cotejo das duas faces da questão para acentuar a imprudência do gesto. Desnecessário. Os filhos são herdeiros universais e necessários. Assim agindo, ela se igualou a Nestor Cerveró. Errou e muito sob o prisma político.
IMPOSIÇÕES DE MARINA
Outro impacto na campanha foi produzido por Marina Silva com as imposições a que obrigou o PSB, partido ao qual está filiada. Uma delas a de não apoiar os candidatos escolhidos pela legenda em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Foram compromissos assumidos por Eduardo Campos que ela resolveu apagar da memória partidária. reportagem de Simone Iglesias, Cristiane Jungblut e Catarina Alencastro, O Globo também de 21 de agosto destaca estas alterações. Além disso, ela afirmou que, candidatando-se pelo PSB, não desistirá de se empenhar pela transformação do Movimento Rede Sustentabilidade em partido político, o que facilmente acontecerá se ela for eleita pelas urnas de outubro. Para a Rede será uma alvorada. Para ela, Marina, a chegada ao Planalto.
Marina Silva também fez duas substituições no comando da campanha: o coordenador geral e o encarregado da arrecadação financeira. Tais substituições não devem ter agradado nada o comando do Partido Socialista Brasileiro. Principalmente uma arrecadação financeira estilo socialista, presume-se, colocada em prática num sistema capitalista. Sim, partindo-se do princípio de que doações para campanhas políticas só podem se realizar através do capital. Nunca dos salários por motivos óbvios.
LULA E LINDBERGH
Finalmente o terceiro impacto: o apoio expressado pelo ex-presidente Lula a Lindbergh Farias, candidato ao governo do Rio de janeiro. Como Lula aparece apoiando enfaticamente Dilma Rousseff, depois de aderir a Lindbergh, dificilmente Dilma Rousseff poderá se aproximar de Luiz Fernando Pezão, como no episódio que marcou o encontro de ambos com grande número de prefeitos fluminenses quando foi lançada a chapa Dilmão: Dilma com Pezão. Qualquer novo movimento nesse sentido, sem dúvida, causará confusão na cabeça dos eleitores do Rio de janeiro, capazes de identificar uma distonia entre o -ex-presidente da república e a atual que busca nas urnas a reeleição e tem em Luís Inácio da Silva seu maior eleitor e sua principal fonte de apoio. Com o apoio de Lula, Lindbergh, quarto colocado no Ibope e Datafolha, passa a ser um candidato competitivo. Pode subir na escala de votos, superando Pezão e Marcelo Crivela e decidindo o acesso às escadas do Palácio Guanabara com Garotinho no segundo turno.
Bem: esses foram os impactos. Vamos ver como se refletem nas próximas pesquisas do Ibope e Datafolha.

Fonte: Tribuna da Internet






 
 

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